{"id":823,"date":"2013-07-18T00:28:14","date_gmt":"2013-07-18T03:28:14","guid":{"rendered":"http:\/\/muzenza.com.br\/2013\/?page_id=823"},"modified":"2022-01-30T00:49:52","modified_gmt":"2022-01-30T03:49:52","slug":"ngolo-ou-danca-da-zebra","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/historia\/ngolo-ou-danca-da-zebra\/","title":{"rendered":"N&#8217;Golo ou Dan\u00e7a da Zebra"},"content":{"rendered":"<p>[vc_row header_feature=&#8221;yes&#8221;][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text]A Dan\u00e7a da zebra ou N&#8217;Golo de origem do povo &#8220;Mucope&#8221; do sul da Angola, que ocorria durante a &#8220;Efundula&#8221; (festa da puberdade), onde os adolescentes formam uma roda; com uma dupla ao cetro desferindo coices e cabe\u00e7adas um no outro, at\u00e9 que um era derrubado no solo, essa luta \u00e9 oriunda das observa\u00e7\u00f5es dos negros, dos machos das zebras nas disputas das f\u00eameas, no per\u00edodo do cio, onde os machos lutam com mordidas, cabe\u00e7adas e coices. Com a &#8220;revolta dos Mal\u00eas&#8221;, na Bahia, formada pelos Negros Mal\u00eas em 25 de fevereiro de 1835 que foi reprimida pelos Portugueses, que castigaram mutilando os lideres, e enviou um navio para \u00c1frica e outro dos rebeldes para a Am\u00e9rica Central.<\/p>\n<p>Em Cuba e Martinica os males fundiram com a dos navios e negros dos canaviais dando origem ao &#8220;Mani&#8221;, em cuba e &#8220;Ladva&#8221;, em Martinica. O N&#8217;Golo levado pelos angolanos para palmares fundiu-se com a Maran\u00e1 surgindo a Capoeira. Fomos mission\u00e1rios na Angola junto ao povo Mucope onde tivemos o privil\u00e9gio de assistir uma dessas manifesta\u00e7\u00f5es culturais, a &#8220;dan\u00e7a do N&#8217;Golo&#8221;, e n\u00e3o tem nenhuma apar\u00eancia com a Capoeira chamada Angola.<\/p>\n<p>Cartas do Jesu\u00edta Antonio Gon\u00e7alves para os superiores de Lisboa, em 1735, descreve um luta que os \u00edndios praticavam antes de qualquer conflito, em forma de roda dois a dois usando os bra\u00e7os, pernas, cotoveladas, joelhadas, e usando todo corpo como armas (convento de Santo In\u00e1cio de Loyola, anais das miss\u00f5es no Brasil. Tomo III p\u00e1g. 128).<\/p>\n<p>O escritor Holand\u00eas Gaspar Barleus descreve no livro &#8220;Rerum Per Octenium in Bras\u00edlia-1647, a luta dos \u00edndios tupis praticada no litoral brasileiro&#8221; chamado de Maran\u00e1, luta de guerra, s\u00f3 existem dois exemplares, um no EUA e outro no Brasil.<br \/>\nO cronista alem\u00e3o Johann Nieuhoff descreve em seu livro &#8220;Cr\u00f4nicas do Brasil Holand\u00eas&#8221; 1670, a luta do Maran\u00e1 assim com descreve em baixo:<\/p>\n<p><strong>Maran\u00e1 a Dan\u00e7a da Guerra<\/strong><\/p>\n<p>As cartas do escriv\u00e3o Francis Patris, que acompanhava o cortejo do pr\u00edncipe Mauricio de Nassau durante a invas\u00e3o Holandesa, descreve entre muitos obst\u00e1culos para a ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio brasileiro a resist\u00eancia dos Habitantes do Brasil.<\/p>\n<p>Negros comandados por Henrique Dias, portugueses por Vidal de Negreiros, \u00cdndios Potiguares comandados por Felipe Camar\u00e3o, o &#8220;\u00ccndio Poti&#8221;. Esses \u00edndios usavam durante o confronto, alem de flechas borduna, lan\u00e7as e tacapes, os p\u00e9s e as m\u00e3os desferindo golpes mortais, destacando-se por sua valentia e ferocidade.<\/p>\n<p>Pertencia a cultura potiguara a dan\u00e7a e guerra Maran\u00e1, que avaliava o n\u00edvel de valentia. Em c\u00edrculos, os guerreiros com perneiras de conchas compunham um compasso ao bater com os p\u00e9s e as m\u00e3os, invocando seus antepassados, acompanhado de atabaques de troncos com pele de Anta, chocalhos e marimbas, em quanto que dois guerreiros se confrontavam ao centro com golpes de pernas, cotoveladas e movimentos que imitavam os animais.<\/p>\n<p><strong>Quilombo dos Palmares<\/strong><\/p>\n<p>A maior resist\u00eancia socioecon\u00f4mica e pol\u00edtica da hist\u00f3ria do Brasil, quase cem anos lutando pelo direito \u00e1 vida e \u00e1 liberdade, na Serra da Barriga, em Pernambuco hoje Estado da Alagoas. Em 1650, um grupo de escravos se<br \/>\nrebelou no engenho de Pianco, Capitania de Pernambuco, liderada pelo Pr\u00edncipe Negro Angolano &#8220;Zumba&#8221; que os conduziu para o Alto da Serra da Barriga, onde ficava a aldeia de na\u00e7\u00e3o Potiguar &#8220;Palmares&#8221;, liderada pelo cacique Canind\u00e9 e a Xam\u00e3 Akutirene. A velha feiticeira previu que o certo dia surgiria de grande rio um grande Rei que imortalizaria Palmares. Com sua grande lideran\u00e7a foi eleito Rei &#8220;Ganga&#8221; de Palmares. Dentro de poucos anos a popula\u00e7\u00e3o negra passou 70%, a dos principais quilombos, que ao todo foram oito (Amaro, Akutirene, Macaco, Aqualtene, Danbraga, Subupira,<\/p>\n<p>Adalaquituxe), 25% de \u00cdndios e 5% de Portugueses Brancos foragidos (Mesti\u00e7os, portugueses, Franceses e Espanh\u00f3is). Toda essa miscigena\u00e7\u00e3o racial criou uma nova cultura \u00e9tnica, religiosa, dialeto, capoeira, culin\u00e1ria, rela\u00e7\u00f5es, culturais onde a terra era patrim\u00f4nio de todos e as decis\u00f5es de ganga eram decididas pelo conc\u00edlio dos anci\u00f5es Zama, que representava os patriarcas de cada fam\u00edlia.<\/p>\n<p>Palmares foi a maior republica socialista de Am\u00e9rica, formava um arco-\u00edres racial do povo Brasileiro (Negros, Mamelucos, \u00cdndios, Cafuzos, Sarar\u00e1s, Mulatos e Brancos e etc.) nessa sociedade surgiu \u00e0 capoeira com a fus\u00e3o das culturas negras, ind\u00edgenas e brancas. O negro contribuiu com o N&#8217;Golo, a ginga, mandinga, com seus instrumentais, pandeiro quadrado, atabaque Isl\u00e2mico, agog\u00f4 e mais tarde o berimbau (urocongo). Os \u00cdndios com as marimbas, xerer\u00ea, atabaque de tronco oco e pele de anta, com movimentos que imitavam os animais.<\/p>\n<p>Ouviu-se falar de capoeira pela primeira vez durante as invas\u00f5es holandesas, em 1624, quando os \u00edndios, e Negros escravos, (as duas primeiras vitimas da coloniza\u00e7\u00e3o). Aproveitando-se da confus\u00e3o gerada, fugiram para as matas, aumentando o contingente dos Quilombos dos palmares onde o primeiro rei &#8220;ganga&#8221; Chamava-se Zumba; Salientamos que o primeiro Quilombo registrado foi em<br \/>\nPernambuco(Cumbi) no ano de 1558.<\/p>\n<p>Em 1678 foi Regis trado a chegada de Ganga Zumba, Rei dos Palmares, ao recife. Onde foi recebido pelo ent\u00e3o Governador Souza de Castro; Por v\u00e1rias vazes Ganga-Zumba com seus Guerreiros Maus vestidos chegaram a Recife, convidado pelo Governo de Pernambuco a respeito de muitos Escravos fugirem para Os Quilombos, deixando grandes preju\u00edzos para os Fazendeiros, que precisavam da monocultura Escrava; do acordo firmado entre Zumba e o Governo Constituinte, nada foi cumprido por parte do poder Constitu\u00eddo. Tamb\u00e9m durante uma dessas visitas Ganga-Zumba foi envenenado Pelos seus Pr\u00f3prios Colaboradores manipulados pelo Governo Pernambucano. Zumbi: Assumindo o comando o Guerreiro Zumbi que quando crian\u00e7a havia sido raptado por Bandeirantes ou Ca\u00e7adores de Escravos e criado por um Padre em Recife, que aos 15 anos j\u00e1 era coroinha, e aos 25 anos fugiu para os Quilombos dos Palmares ficando no lugar de Ganga-Zumba mais foi morto no dia 20 de Novembro de 1695 pelo perverso Domingos Jorge Velho, a sua cabe\u00e7a foi colocada em sal e enfiada em um poste na frente da Igreja do Carmo para mostrar a seus seguidores que seu defensor havia sido vencido, hoje existe o monumento do mesmo, e a data de sua morte \u00e9 comemorada o dia da Consci\u00eancia Negra, Segundo a Lenda Zumbi era um nato lutador de capoeira. O Reinado de Zumbi Durou 14 anos.<\/p>\n<p>A Capoeira \u00e9 Considerada a Arte Marcial Brasileira pelo motivo de ser utilizada de muita forma como as Maltas, Guerra do Paraguai, Revoltas dos Mercen\u00e1rios, nas caramussas entre monarquia e republicanos, Guerra das Tabocas, Mascates, Guardas costas de Jos\u00e9 do Patroc\u00ednio e Dom Pedro 1, Canudos, Farrapos, Primeira e segunda Guerra Mundial, ETC&#8230;<\/p>\n<p><strong>A fus\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>Com base no nome capoeira ser de origem tupi-guarani, (mato ralo que foi cortado) e que toda cultura \u00c1frica tem os seus nomes em idiomas africanos, como tamb\u00e9m as dan\u00e7as ind\u00edgenas brasileiras s\u00e3o de forma de passadas id\u00eantica a ginga da capoeira com &#8220;p\u00e9 para frente e p\u00e9 para traz&#8221;. &#8220;As lutas africanas s\u00e3o movimentadas lateralmente ou em formas de pulos altos, e s\u00f3 viram de frente na hora de dar cabe\u00e7adas contra o peito do outro que desejam derrubar, acontece-lhes chocarem-se fortemente cabe\u00e7a contra cabe\u00e7a, o que faz com que a brincadeira n\u00e3o raro degenere em briga e que as facas entrem em jogo ensanguentando-a&#8221;.- JO\u00c3O MAUR\u00cdCIO RUGENDAS-&#8220;Viagem pitoresca atrav\u00e9s do Brasil&#8221; 1834<br \/>\na 1839, Biblioteca Hist\u00f3rica Brasileira, Liv. Marins Editora. S\u00e3o Paulo, 1954. P\u00e1g. 197. Sem nenhuma identidade com a capoeira, o berimbau aparentar a forma de um arco e fecha muito usado pelos Ind\u00edgenas. Salientando que os africanos nunca perderam sua identidade, nem seu dialeto sofreu nenhuma perda.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m Observando v\u00e1rias d\u00favidas dos folcloristas, pesquisadores e historiadores, tenho a certeza de que a Capoeira \u00e9 a Fus\u00e3o do N&#8221;Golo, trazida da \u00c1frica e o Maran\u00e1, existente no Brasil antes do Descobrimento, nascida nos Quilombos dos Palmares, Capitania Heredit\u00e1ria de Pernambuco. Aqui v\u00e3o alguns exemplos: no livro &#8220;arte da gram\u00e1tica da l\u00edngua mais usada na costa do Brasil&#8221; publicado em 1595 onde o padre Jos\u00e9 de Anchieta, cita que os \u00edndios Tupi-guarani, divertem jogando capoeira; Guilherme de Almeida, no livro m\u00fasica do Brasil, sustenta serem ind\u00edgenas as ra\u00edzes da capoeira; o Navegador Portugu\u00eas Martins Afonso de Souza, observou tribos jogando capoeira. Um trabalho publicado pela xerox do Brasil, o professor austr\u00edaco Gerhad Kubik, antrop\u00f3logo e membro da associa\u00e7\u00e3o mundial do folclore, e profundo conhecedor de assuntos africanos, diz estranha que o brasileiro chame &#8220;Capoeira de Angola, quando ali n\u00e3o existe nada semelhante.<br \/>\nConclus\u00e3o: A capoeira \u00e9 Afro-Brasileira, pelas provas documentadas de 1624 na Invas\u00e3o Holandesa, e usada na fuga de Escravos Africanos para o Quilombo dos Palmares.<\/p>\n<p>esquinas &#8220;sem motivos manifestos&#8221; e &#8220;da assobios ou outro qualquer sinal&#8221; Esses assobios eram obtidos com as pontas dos dedos m\u00ednimos colocados nos l\u00e1bios(assobios grave, flautas de madeira) ambos praticados pelo meu Pai, Bianor de Oliveira( disc\u00edpulo quando rapaz de Nicolau do po\u00e7o), para chama, de longe, os filhos, utilizando tais recursos, os capoeiras avisavam-se uns aos outros, da proximidade da policia, sobre tudo se tratava-se de cavalaria, que respeitavam. Ou valiam, simplesmente, como ordem de debandar, em caso de derrota eminente, em algum entrevero.<br \/>\nAntigos Valentes da Capoeiragem Recifense.<\/p>\n<p>A nossa capital a largos anos passados era conhecida como terra dos &#8220;faquistas&#8221;, ou Capoeiristas. Os desconhecidos perambulavam pelas nossas principais ruas, conduzindo armas ostensivamente e praticando crimes sem que houvesse para eles a menor puni\u00e7\u00e3o, porque dispunham da prote\u00e7\u00e3o de certos chefes pol\u00edticos, aos quais serviam de capangas, principalmente nas \u00e9pocas de elei\u00e7\u00e3o. N\u00e3o havia seguran\u00e7a de esp\u00e9cie nenhuma para o povo. A vida de um cidad\u00e3o desaparecia de um momento para outro. Matava-se diariamente nesta cidade. Muitos eram assassinados por motivos fr\u00edvolos. Estavam em evidencia os valentes: Hoje relatamos trechos da hist\u00f3ria de Jos\u00e9 do Nascimento da Silva, o capoeira Nascimento Grande, nascido no Recife em 24 de Dezembro de 1842 que foi entre os homens valentes daquela \u00e9poca, o mais respeitado e popular. O primeiro destes, j\u00e1 nos seus oitenta anos de idade \u00e9poca da foto ao lado, foi agredido na cidade de Vit\u00f3ria do Santo Ant\u00e3o por um grupo de Afamados (Brabos) constitu\u00eddo por Cosmo Pretinho, Apol\u00f4nio da Capunga, Ascen\u00e7o e Corre-Hoje e, num movimento de legitima defesa, fez tombar, atingido por uma bala na boca.<\/p>\n<p>Em toda vida de\u00a0Nascimento Grande, podemos afirmar, foi a \u00fanica vez que recorreu a arma de fogo, em virtude de sua idade avan\u00e7ada que n\u00e3o lhe permitiu a agilidade de sempre, pois com sua bengala afamada, fez correr in\u00fameros valentes, fazendo certa vez, cair por terra, o celebre Sabe-Tudo, num encontro que teve com este na antiga Pracinha, atualmente Pra\u00e7a da Independ\u00eancia.<br \/>\nOs pontos preferidos pelos perturbadores da ordem p\u00fablica eram os bairros de Santo Antonio, S\u00e3o Jos\u00e9 e Afogados e o sub\u00farbio da Torre, Madalena e Po\u00e7o da panela.<\/p>\n<p>A mais not\u00e1vel fa\u00e7anha de Nascimento Grande, o &#8220;brabo dos brabos&#8221;, vem do tempo em que Barbosa Lima era governador de Pernambuco.<br \/>\nHavia a Camb\u00f4a do Carmo, u&#8217;a mulata de estouro, chamada Luiza. Certo comendador, chefe de importante de firma comercial desta pra\u00e7a, era o forte dessa mulher. A&#8217; mundana, n\u00e3o eram indiferentes a robustez e valentia de Nascimento. Ciente o comendador, do que se passava, todo cheio seu poder monet\u00e1rio e suas rela\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, foi-lhe f\u00e1cil aliciar um soldado do antigo esquadr\u00e3o de cavalaria, para que desse uma li\u00e7\u00e3o em Nascimento. O soldado foi alem das ordens recebidas, preferindo matar Nascimento a aplicar-lhe uma sova (Surra), (para o que se sentiu pequeno).<\/p>\n<p>Certo dia, em plena tarde, Nascimento demora \u00e1 janela da casa de Luisa, quando o aliciado lhe desfecha dois tiros de (Comblaim,) sem resultado. As balas quebraram apenas as rotulas das janela. Perseguindo o agressor pelo agredido, foi por este alcan\u00e7ado alem do P\u00e1tio do Carmo, no ingresso da rua de Santa Tereza. Desfez-se o soldado em lamuria, declarando que aquilo n\u00e3o era obra sua, mas do Comendador F&#8230; \u2013 D\u00e1-lhe Nascimento uns safan\u00f5es, mandando-o em paz.<\/p>\n<p>Dia seguinte Nascimento monta em seu cavalo e foi at\u00e9 ling\u00fceta, ponto de reuni\u00f5es dos expoentes comerciantes do Recife. Lobrigado Nascimento pelo comendador que ali se achava, d\u00e1 este uma marcha para um banco que ficava \u00e1 rua do comercio, onde Nascimento, \u00e1 porta, d\u00e1 umas boas cipoadas, montando depois serenamente em seu cavalo que trans portou at\u00e9 a rua c\u00e3s Cruzes, onde morava no 1\u00ba Andar, aquele tempo de numero 14, foi um esc\u00e2ndalo da \u00e9poca. Poderosos intervieram para que Nascimento fosse afastado de Pernambuco, mas n\u00e3o conseguiram, o afastado voluntariamente foi o comendador, que n\u00e3o mas voltou em Recife, esta passagem da vida de Nascimento, s\u00f3 os Velhos do Recife est\u00e3o no seu dom\u00ednio. N\u00e3o invocamos testemunhas para n\u00e3o melindrar ra\u00edzes das velhas fam\u00edlias importante do Recife. Caso interessante da vida de Nascimento. Tamb\u00e9m possu\u00eda duas Bengalas, a primeira de cast\u00e3o de prata e madeira, a segunda um r\u00fastico cip\u00f3-pau. Da primeira fazia uso quando vestia o seu melhor traje \u2013 da segunda fazia de vaga\u00e7\u00f5es noturnas.<\/p>\n<p>Este fato \u00e9 mais recente, deu-se no ano de 1902. Em Casa Forte havia um bilhar onde a noite se jogava Lasquinet. Tomavam parte neste jogo pessoas de distin\u00e7\u00e3o. Nascimento era parceiro para aquele Arrabalde, onde se dirigia sempre de trem de 6 e 32 da linha principal. Esta, certo dia, nesse viajava sentado num banco pr\u00f3ximo \u00e1 porta de um dos carros de 2\u00ba classe. Parado e trem na Jaqueira, logo em seguida foi dado o sinal de partida. J\u00e1 em movimento um forte Negro tentou alcan\u00e7a-lo com verdadeira imprud\u00eancia. Seria vitima se n\u00e3o fora Nascimento com sua agilidade de felino e sua for\u00e7a segurando a vitima por um bra\u00e7o, j\u00e1 desequilibrado, sacudindo para dentro do trem, o Preto machucou-se um pouco.<\/p>\n<p>Nascimento se deixou ficar como se nada houvera, no seu lugar ocupado desde Recife. Passado um instante o Negro rompeu em improp\u00e9rios contra nascimento, que nada lhe respondeu no curto trajeto da Jaqueira para o Parnamirim, o Preto disse mais desaforos a Nascimento que uma remeira sempre irritada poderia dizer num ano. Nascimento impass\u00edvel. Parado o trem em Parnamirim. O Preto passou em sua frente depois de lhe dirigi uma express\u00e3o grosseiriscima \u2013 Salta Nascimento e aplica duais boas cipoadas no Preto e logo uma terceira, fez cair dentro da venda de Francisco de tal, bem em frente a Esta\u00e7\u00e3o \u2013 grita s\u00ba Francisco: Nascimento n\u00e3o fa\u00e7a isso, a esta voz o Negro se levanta, e diz : &#8211; Eu n\u00e3o sabia que era Nascimento. Tudo isso aconteceu no instante, de vez que Nascimento ainda tomou o mesmo trem com destino \u00e1 Casa Forte. Chegando a Faleceu aos 94 anos em 1936, que Gilberto Freire por ocasi\u00e3o da morte deste Capoeira, reclamou ao governo sua Homenagem.<br \/>\nBibliografia: Recife Sangrento. Trechos do Livro In\u00e9dito sobre Hist\u00f3ria de capoeira no Recife do S\u00e9culo XIX, de Bernardo Alves. C\u00e2mara Cascudo. Jos\u00e9 mariano. Jos\u00e9 Lins do Rego<\/p>\n<p><strong>\u00c9 nossa Hist\u00f3ria<\/strong>[\/vc_column_text][\/vc_column][\/vc_row]<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>[vc_row header_feature=&#8221;yes&#8221;][vc_column][vc_empty_space][vc_column_text]A Dan\u00e7a da zebra ou N&#8217;Golo de origem do povo &#8220;Mucope&#8221; do sul da Angola, que ocorria durante a &#8220;Efundula&#8221; (festa da puberdade), onde os adolescentes formam uma roda; com uma dupla ao cetro desferindo coices e cabe\u00e7adas um no outro, at\u00e9 que um era derrubado no solo, essa luta \u00e9 oriunda das observa\u00e7\u00f5es [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":11499,"parent":196,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-823","page","type-page","status-publish","has-post-thumbnail","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/823","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=823"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/823\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13899,"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/823\/revisions\/13899"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/196"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/11499"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/muzenza.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=823"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}